quinta-feira, 24 de junho de 2010

RESULTADO DA ELEIÇÃO PARA COORDENADORES DO CAPe - 2010

ELEIÇÃO 2010 - CAPe
No dia 23/06/2010 ocorreu no IE a eleição para coordenadores do CAPe - gestão 2010.
Tivemos uma participação até expressiva do alunos de pedagogia, considerando o fato de que muitos estavam em aula de campo e elaborando relatório de Estágio. Apenas, a chapa "Renovação" concorreu ao cargo e como era de se esperar foi vitoriosa com: 139 votos a favor, 04 contrários e 08 nulos.
BOM TRABALHO.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

EDITAL 2010 - ELEIÇÃO CAPe.

EDITAL PARA REALIZAÇÃO

DO PROCESSO ELETIVO PARA:

Coordenação do Centro Acadêmico de Pedagogia – CAPe – IE – UFMT.

Pelo presente edital o Centro Acadêmico de Pedagogia – UFMT por meio da Comissão Eleitoral torna público que estará recebendo pedido de inscrição de chapas à eleição para os cargos de:

  • Coordenadores do Centro Acadêmico de Pedagogia – CAPe .

Cuiabá, 31 de maio de 2010.


I. CONDIÇÕES PARA INSCRIÇÃO:

De acordo com o Estatuto Centro Acadêmico de Pedagogia, abaixo transcrito poderão se candidatar para Coordenadores do CAPe/2010:

Capítulo II

Da Composição

Art. 5º O CAPe será composto por estudantes de Pedagogia, eleitos por voto direto, onde todos estudantes de Pedagogia terão direito ao voto.

Art. 6º Quaisquer estudantes de Pedagogia pode candidatar-se a direção do Centro Acadêmico, formando chapa e passando pelo processo de eleição.

Art. 7º O processo de eleição ficará a encargo da Comissão de Administração.

Parágrafo Único – A chapa eleita deverá apresentar na data de sua posse um calendário de reuniões, objetivos e programa de atividades.

Dos Cargos e Órgãos Deliberativos

Art. 8º O CAPe é o órgão que media instrumentos necessários à execução do Programa de Atividades.

Art. 9º Os membros do CAPe, reunir-se-ão formando assim a Executiva Colegiada do CAPe, e deliberará por maioria simples de voto, para tanto deverá ser expedida convocatória com 3(três) dias de antecedência pela comissão de Administração.

Art. 10º A Executiva Colegiada do CAPe, reunir-se-á sempre que for necessário, e deliberará por maioria simples de voto, para tanto deverá ser expedida convocatória com 3(três) dias de antecedência pela Comissão de Administração.

Art. 11º A Executiva Colegiada do CAPe será composta por:

I – Comissão de Administração;

II – Comissão de Finanças;

III – Comissão de Cultura e Divulgação;

IV – Comissão de Formação Política;

V – Comissão de Assuntos Estudantis.

Art. 12º As Comissões serão compostas por um número de membros a ser definido pela própria Executiva Colegiada, sendo todos exoneráveis a qualquer tempo, conforme as necessidades da mesma.

Art. 13º Compete a Comissão de Administração, responsabilizar-se pela elaboração e arquivamento da escrituração, documentos gerais, atas, correspondência e etc.

Art. 14º Compete a Comissão de Finanças, propor a política de finanças, organizando-a, bem como exercer controle direto sobre as verbas, recursos e bens.

Art. 15º Compete a Comissão de Cultura e Divulgação, propor políticas culturais e de Imprensa, organizando-as, bem como mediar informações aos estudantes de Pedagogia.

Art. 16º Compete a Comissão de Assuntos Estudantis, responsabilizar-se por quaisquer contatos e trabalho junto a outro órgão do movimento estudantil.

Art. 17º Compete a Comissão de Assuntos Estudantis, responsabilizar-se por quaisquer contatos e trabalho junto a outro órgão do movimento estudantil.

Art. 18º Compete a Executiva Colegiada do CAPe:

I – Representar o CAPe, ativa ou passivamente, em juízo ou fora deste, podendo ainda delegar poderes;

II – Representar todas as Comissões da Executiva Colegiada.

II. DOCUMENTOS NECESSÁRIOS
  • 2.1 Requerimentos padrão solicitando inscrição junto a CE, apresentando o nome da chapa com de todos os seus componentes, bem como planilhas, histórico escolar e CPF (cópias);
  • 2.2 Programas de trabalho;
III. DA INSCRIÇÃO E DO CRONOGRAMA

DATA: 02 de junho de 2010 até dia 10 de junho de 2010

HORÁRIO: 07h30min às 17h30min.

LOCAL: Período matutino: sala do 3º ano – Francieli ou Lilian

Período vespertino: sala do 4º ano – Raroilde ou Célia Regina

  • 3.1 As inscrições poderão ser realizadas também por procuração.

IV. HOMOLOGAÇÃO DA INSCRIÇÃO:

  • 4.1 A homologação dar-se-á ao término das inscrições pela Comissão Eleitoral, sendo seu resultado divulgado no quadro de aviso do CAPe, Coordenação do Curso de Pedagogia IE-UFMT e outros locais de divulgação, conforme estabelecido a seguir:

DIA: 12 de junho de 2010

4.2 A Comissão Eleitoral julgará em primeira instância os recursos impetrados até no máximo 24 horas após a publicação da homologação.

V. DA CAMPANHA

  • 5.1 O período de 14 a 19 de junho de 2010 será destinado à realização de campanha e debates entre os candidatos e a comunidade acadêmica do Curso de Pedagogia.
  • 5.2 Não será permitido aos candidatos (chapas), durante a campanha eleitoral, caluniar, divulgar fatos ofensivos a reputação, injuriar, ofender a dignidade ou o decoro dos outros candidatos.
  • 5.3 Os candidatos que descumprirem o exposto no item 5.2, incorrerão na impugnação de sua candidatura.

VI – DEBATE

DATA: 22 de junho de 2010

HORÁRIO: Período matutino – das 9h30min ás 11h00min

Período vespertino – das 15h30min ás 17h00min

LOCAL: Saguão do Instituto de Educação – Térreo

VII – DAS ELEIÇÕES

7.1 A eleição será realizada pela votação universal, uninominal, secreta, por meio do voto impresso em urnas especificas, a saber: urna discente do curso de Pedagogia/IE/UFMT conforme estabelecido a seguir:

DATA: 23 de junho de 2010

HORÁRIO: 7h30min ás 17h30min

LOCAL: Saguão do Instituto de Educação – Térreo

  • 7.2 A Comissão envidará todos os meios para garantir o sigilo do voto dos segmentos participantes.
  • 7.3 A recepção e controle operacional da votação ficará ao encargo dos membros da Comissão Eleitoral.
  • 7.4 Da cédula eleitoral digitalizada constará, em ordem alfabética, definida por sorteio o nome das chapas.
  • 7.5 Estarão aptos a votar:

a) Discentes regularmente matriculados no Curso de Pedagogia.

  • 7.6. Os eleitores deverão apresentar documentação comprobatória (RG ou carteirinha de estudante), quando solicitado pelos membros da mesa receptora.

VIII. DA APURAÇÃO

8.1 A apuração será feita após o encerramento da votação pela mesa receptora de votos, designadas pela Comissão Eleitoral, que se transformarão em mesa apuradora.

  • 8.2 Será considera nula a urna que:

a) Apresentar sinais evidentes de violação e ou fraude.

  • 8.3 Serão anuladas as cédulas que:

a) Não estiver assinada pelos responsáveis da mesa receptora.

  • 8.4 Será considerada válida a eleição se for registrada a votação correspondente a no mínimo 10% (dez por cento) do efetivo apto a votar.
  • 8.5 Será considerado eleito o candidato que obtiver a maioria simples dos votos.
  • 8.6 Em caso de empate serão aplicados os seguintes critérios:

a) Candidatos com maior tempo de vínculo com a UFMT;

b) Candidatos que tiverem mais idade;

  • 8.7 O resultado da eleição será divulgado pela Comissão Eleitoral após a contabilização de votos de toda a seção eleitoral.

IX. CONSIDERAÇÕES GERAIS

  • 9.1 A Comissão Eleitoral julgará em primeira instância os recursos impetrados até no máximo de 24 horas após a publicação dos resultados.
  • 9.2 O resultado final da eleição será encaminhado pela Comissão Eleitoral aos discentes do curso de Pedagogia, Direção do IE e Coordenação do curso de Pedagogia.
  • 9.3 Cabe a Comissão Eleitoral homologar o referido resultado.
  • 9.4 Todo o processo poderá ser auditado a qualquer momento pelos candidatos e seus representantes indicados.
  • 9.5 Os casos omissos neste edital serão resolvidos em primeira instância pela Comissão Eleitoral.

31 de maio de 2010.

ELEIÇÃO CAPe / 2010

Membros da Comissão Eleitoral:
  1. Célia Regina da Silva;
  2. Francislaine Cristina Carvalho dos Santos;
  3. Cristiane Domingos de Araújo;
  4. Raroilde Pereira de Souza;
  5. Lilian Leandro da Fonseca;
  6. Francieli Jesus de Souza;
  7. Marta Andréia Estancare Pinheiro;
  8. Francinalda P. da Silva.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

MAIS UMA DO MEC

MEC cria novo “ENEM” para professores.
Primeira prova deverá ser realizada em 2011.
Participação de docentes e adesão de secretarias será voluntária.
Do G1, em São Paulo

O Ministério da Educação (MEC) instituiu nesta segunda-feira (24) o Exame Nacional de Ingresso na Carreira Docente. O ministério pretende realizar a primeira prova em 2011. Na primeira edição, poderão participar educadores dos primeiros anos do ensino fundamental (1º ao 5º ano) e da educação infantil.Segundo portaria publicada nesta segunda-feira no Diário Oficial da União, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) ficará responsável pela prova, que será constituída de uma avaliação de conhecimentos, competências e habilidades.Uma consulta pública sobre o exame está aberta desde a última quarta-feira (19) e terá duração de 45 dias, no site do Inep.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Senador Flávio Arns propõe alterações da LDB - ACABANDO com a Educação Infantil - Projeto de Lei S 414/2008/ PL 06755/2010

No Encontro do Proinfantil um dos assuntos discutido foi a respeito do projeto do Senador Flavio Arns e as alterações da LDB que ele propõe na Educação Infantil.

Precisamos manifestar nosso repúdio em relação às alterações da redação dos arts. 4º, 6º, 29, 30, 32 e 87 da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, dispondo sobre a educação infantil até os 5 (cinco) anos de idade e o ensino fundamental a partir desta idade.
É um absurdo o que querem fazer com "nossos pequenos"!! O Projeto de Lei do Senador Flavio Arns teve aprovação na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal, bem como os vários projetos em tramitação na Câmara de Deputados sobre a mesma questão.
O Projeto pode antecipar acesso de alunos ao ensino fundamental. Se aprovada, alteração na LDB permitirá que crianças de cinco anos se matriculem na primeira série.
Espero que esta luta seja ampliada e fortalecida pelo apoio de outros defensores da infância, já que nessa faixa etária, as crianças ainda estão em fase de amadurecimento e pertencem ao nível da Educação Infantil, que tem suas especificidades.
Nas creches ou Centros Municipais de Educação Infantil, haverá cuidado e atenção apropriada às crianças de cinco anos, o que não ocorrerá se elas forem matriculadas diretamente na primeira série do ensino fundamental. Já há escolas, tanto da rede pública, quanto na privada, que aceitam matricular alunosde5anosnaprimeirasérie.
Quando o Ensino Fundamental foi expandido de oito para nove anos o entendimento era ode que esse primeiro ano escolar não deveria ter o mesmo caráter que a primeira série do ensino fundamental de oito anos; ou seja, a idéia era garantir mais um ano de educação obrigatória para as crianças, mas isso não significava que a alfabetização deveria ser antecipada.
Infelizmente, minha gente, a antecipação do acesso ao ensino fundamental pode esconder interesses econômicos: Há por parte principalmente das escolas particulares a intenção de que crianças de cinco anos ingressem no ensino fundamental por uma lógica de mercado; alguns pais têm essa vontade e as escolas vêem nisso uma oportunidade de ampliar o número de matrículas. O aluno vira cliente!!

Além disso, a medida interessaria algumas prefeituras, por exemplo, pois diversos municípios poderiam, supostamente, diminuir a demanda na Educação Infantil (lembra que vimos na LDB que o município é responsável por este nível de ensino?). Ao invés de garantir vagas para todas elas nas creches e Pré-escola, que têm toda uma infra-estrutura específica e profissionais capacitados para isso, essas crianças seriam jogadas à própria sorte no ensino fundamental e as reais demandas delas não seriam atendidas
É o Ensino Fundamental o responsável por trazer às crianças de até cinco anos atividades pedagógicas apropriadas, lúdicas, que assegurem o direito à infância, às brincadeiras, tudo isso tem papel fundamental no desenvolvimento cognitivo.
O próprio mobiliário das escolas não foi pensado para elas; as carteiras e cadeiras são imensas para os corpos das crianças de cinco anos; os equipamentos sanitários, para citar outro exemplo, são praticamente inacessíveis!!
Não podemos deixar que a vontade individual de alguns pais que têm filhos em escolas particulares, ou de municípios que querem maquiar os péssimos índices de atendimento à demanda da Educação Infantil, prevaleçam sobre a correta visão pedagógica.
Se desejar, escreva sua opinião no...
http://www.senado.gov.br/web/senador/FlavioArns/form_fale_com_senador.asp

Profª Vera

A Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação – ANPEd considerando o amplo debate por ocasião da elaboração das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil (Resolução CNE/CEB Nº 5, DE 17 DE DEZEMBRO DE 2009) envolvendo seus pesquisadores, manifesta-se contrariamente ao PLS 414/2008/ PL 06755/2010 e conclama toda a sociedade a lutar contra a sua aprovação pelas seguintes razões:

1. Pesquisas e experiências nacionais e internacionais têm demonstrado a importância da educação infantil para a socialização e a aprendizagem das crianças de 0 a 5 anos de idade, adotando-se para isso processos pedagógicos próprios e adequados às necessidades e demandas das crianças pequenas, investindo-se na formação específica dos profissionais;

2. As recentes Diretrizes Curriculares de Educação Infantil, elaboradas a partir de amplo processo de consulta na área educacional e em resposta às mudanças constitucionais que ampliaram a obrigatoriedade escolar para pessoas de 4 a 17 anos, buscaram assegurar o entendimento de que a educação infantil inclui crianças de 0 a 5 anos e 11 meses, de modo que somente aos 6 anos completos inicia-se o ensino fundamental (Art.5º - § 2 e § 3 - Resolução CNE/CB nº 5, de 17 de dezembro de 2009);

3. Segundo essas Diretrizes Curriculares, e outros documentos oficiais orientadores e normativos produzidos nos últimos anos no âmbito do Ministério da Educação, a garantia de uma educação infantil brasileira de qualidade significa respeitar e proteger os direitos das crianças à brincadeira, ao cuidado, ao respeito à diversidade, ao acesso à cultura (entre outros). Para tanto, os espaços e tempos da educação infantil devem assegurar “a educação em sua integralidade, entendendo o cuidado como algo indissociável ao processo educativo” e “a indivisibilidade das dimensões expressivo-motora, afetiva, cognitiva, linguística, ética, estética e sociocultural da criança” (DNCEI, Art. 8º, § 1º, I e II);

3. O desenvolvimento integral das crianças (LDB 9394/96, Art. 29), finalidade da educação infantil, deve ser promovido em contextos educacionais específicos a partir de propostas e práticas pedagógicas adequadas, elaboradas por profissionais qualificados, visando a que as crianças construam suas identidades pessoais e coletivas, brinquem, imaginem, fantasiem, desejem, aprendam, observem, experimentem, narrem, questionem e construam sentidos sobre a natureza e a sociedade, produzindo cultura (DCNEI, Art.4º), ou seja, respeitando processos de desenvolvimento e aprendizagem;

4. Pesquisas nacionais em andamento e reportagens veiculadas pela mídia impressa têm evidenciado reiteradamente a lentidão e as enormes dificuldades na implementação do ensino fundamental de nove anos, iniciando-se para as crianças de 6 anos de idade, em atendimento à EC n. 53/06 e à Lei 11.274/2006, dificuldades advindas da cultura escolar cada vez mais produtivista, do despreparo dos professores e das escolas de ensino fundamental, da ausência de condições materiais e pedagógicas, para a acolher a criança nessa idade nas suas necessidades e direitos;

4. O Projeto de Lei do senador Flávio Arns - PLS 414/2008/ PL 06755/2010, além de desconsiderar a realidade acima referida, que poderá ser imensamente agravada com a entrada de crianças ainda mais novas na escola regular de ensino fundamental, diminui em um ano a possibilidade da criança pequena viver experiências educacionais significativas na educação infantil, e não prevê o aumento da duração do ensino fundamental para 10 anos, o que torna mais perniciosa a sua aprovação, atentando contra o direito à educação consagrado na CF 1988.

Assim, compreendendo que o Projeto de Lei do senador Flávio Arns - PL 414/2008/ PL 06755/2010 – desconsidera a especificidade da educação infantil concebida como a primeira etapa da educação básica e desrespeita tanto os direitos das crianças de 5 anos de idade quanto os avanços obtidos no campo da pedagogia da infância, nos manifestamos CONTRA a sua aprovação.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

CEB DIA 19 DE MAIO DE 2010 ÁS 18H - DCE

O DCE convoca os CAs para o Conselho de Entidade de Base _ CEB, será realizado no dia 19/05/2010 ás 18h na sede em frente ao RU.
Informes:
  • Construção coletiva do curso de formação política (CF1 e CF2);
  • Greve dos Estudantes.
Pauta:
  • Eleção para CONSUNI e CONSEPE.

http://www.blogdodce.wordpress.com/

CARTA-MANIFESTO

Campanha em combate as consequências do REUNI
e em defesa da Universidade pública, gratuita e de qualidade

ESTUDANTES,
No ano de 2007, foi decretado pelo governo federal o REUNI (Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais) que prevê, até 2012, o aumento do número de vagas nas universidades em mais de 100%, mas sem o aumento proporcional do número de servidores (docentes e técnicos).

As consequências desse decreto são visíveis na universidade: falta de professores e de técnicos para operar laboratórios e equipamentos; problemas na estrutura - alguns cursos não têm sequer sala de aula em bloco próprio; política de Assistência Estudantil ineficiente, já que diariamente passamos horas na fila do Restaurante Universitário (RU), não há vagas suficientes na Casa do Estudante Universitário (CEU) e são poucas as bolsas de permanência diante da demanda; reforma acadêmica com mudanças nas grades curriculares, cujas modificações atendem ao déficit de professores ocasionado pela elevação do número de alunos; e outras.

Tendo em vista as metas do Reuni, como podemos ter qualidade de ensino, se os professores e técnicos não terão como se dedicar ao que fazem? Como os docentes conseguirão acompanhar e corrigir as provas de 80, 100 alunos, orientar formandos e ainda produzir conhecimento por meio de pesquisas? Além disso, a previsão de recursos destinados à Assistência Estudantil, ou seja, manutenção da CEU, do RU e bolsas de permanência são insuficientes para os estudantes que entram na universidade.

Há, ainda, outras ações claramente ofensivas a comunidade acadêmica. Foi aprovada pelo Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe) - que já aprovou o “novo Enem” como única forma de ingresso na UFMT via ad referendum - a Resolução 197/2009, a qual tem como um dos objetivo diminuir a carga horária docente para pesquisa e extensão e obrigá-lo a assumir mais disciplinas, o que implicará numa redução significativa da produção de conhecimento, comprometendo a qualidade do nosso ensino. Nesse caso, a preocupação central é atender ao Reuni, se lembrarmos quais são as suas metas de ampliação de vagas sem proporcional ampliação de investimentos e contratação de servidores.

Outra questão não menos importante é que nos últimos dias a administração superior realizou o Seminário de Segurança, no qual apresentou um novo projeto que pretende “isolar” a UFMT, proibindo a circulação de ônibus e exigindo identificação de todos que entrarem no campus. Indício claro de que a noção de espaço público está distorcida para os nossos representantes, bem como a de representação, visto que o que fazem não é representar a vontade da maioria, e sim atender interesses particulares ou de pequenos grupos. Contudo, em reação a esses ataques, os estudantes estão se organizando para combater as medidas políticas aprovadas pela administração superior, sem discussão com a comunidade acadêmica.

O Movimento Estudantil tentou dialogar e protocolou diversos ofícios pedindo que estes problemas fossem efetivamente resolvidos. Diante de tantas negativas, nós, estudantes, resolvemos nos mobilizar para que nossas reivindicações sejam ouvidas.

Muito já se discutiu a esse respeito em reuniões, assembléias e nos CEB's (Conselho de Entidade de Base), realizados pelo DCE. Outros cursos, que apresentam os mesmos problemas, também sinalizam paralisação ou outros tipos de manifestações em repúdio ao sucateamento da universidade.

Os estudantes do ICHS desde o dia 12/04 estão em GREVE. A reitora ainda não respondeu a pauta de reivindicações e disse que somente segunda-feira terá um posicionamento oficial.

Foto da greve estudantil no ICHS
Para debater com o coletivo dos estudantes e os CA’s, o DCE convocou um CEB extraordinário para o dia 15/04, às 16h, no ICHS, tendo como pauta única as mobilizações da campanha em combate as consequências do REUNI na UFMT.

Por isso, é importante a participação de todos, pois somente organizados e fortalecendo a luta é que as nossas reivindicações serão, de fato, atendidas.

Cuiabá, 14 de abril de 2010.


Por uma política de Assistência Estudantil de qualidade!
Ampliação do Restaurante Universitário, da CEU e das bolsas já!
Mais bolsas de pesquisa e extensão!
Abertura imediata de concursos públicos para técnicos e professores efetivos!
Funcionamento da biblioteca setorial em todos os períodos!
Garantia e ampliação dos campos de estágio!
Revogação da resolução 197/2009!
Construção urgente da creche, proposta de campanha da reitora.
Pela discussão ampliada do projeto de segurança da UFMT. Nada deverá sem implantado antes da aprovação da sociedade!
Paridade nos espaços deliberativos (conselhos e colegiados), ou seja, pela representação igualitária com os outros segmentos!
Por uma gestão democrática da administração superior, que represente de fato a comunidade acadêmica!
ORGANIZAÇÃO: DIRETÓRIO CENTRAL DOS ESTUDANTES-UFMT-Cuiabá

CENTRO ACADÊMICO DE SERVIÇO SOCIAL

APOIO: ABEEF, ADUFMAT, ASS-INTERSINDICAL, CA Letras-ROO, Coletivo Além dos Muros, Coletivo Juntos Somos Fortes, ENECOS, ExNEL, FEAB, FEMEH, OPOSIÇÃO DE ESQUERDA-UNE, SINDJUF.

Trote Solidário

Fotos do dia 27 de março de 2010 EMEB "Osma Jose do Carmo Cabral

Curso de Preparação de Brinquedista e Organização de Brinquedotecas - ABBri

O próximo curso de Preparação de Brinquedista e Organização de Brinquedotecas, será nos dias 19 a 23 de Julho de 2010. Para efetivar/reservar sua vaga para o curso, faça depósito na conta da Associação Brasileira de Brinquedotecas - Banco Itaú Ag. 0390 C/c 38539-1 e envie fax do comprovante para o fone/fax.(11) 5533-1513, e ficha de inscrição devidamente preenchida(anexo).

http://www.brinquedoteca.org.br/si/site/0021000?idioma=portugues

Investimento

R$ 500,00 (à vista para pagamento até 15/05/10)
R$ 550,00 (à vista para pagamento após 15/05/10)
R$ 660,00 (em quatro vezes):

1ª parcela: R$ 230,00 (ato da inscrição/depósito - até 15/05/10)
2ª parcela: R$ 130,00 (Cheque para 02/08/10)
3ª parcela: R$ 130,00 (Cheque para 02/09/10)
4ª parcela: R$ 130,00 (Cheque para 02/10/10)

* valor do curso para afiliados

R$ 500,00 (à vista para pagamento até - 15/05/10) ou parcelado em 02 vezes
1ª parcela: R$ 250,00 (ato da inscrição/depósito - até 15/05/10)
2ª parcela: R$ 250,00 (depósito/cheque para 19/10/10)
Por ser restrito o nº de vagas, a reserva só será garantida após o pagamento.

MOÇÃO DE APOIO DA PEDAGOGIA

A Comunidade Acadêmica


No dia 12 de abril de 2010, os estudantes do curso de Pedagogia, localizado no Instituto de Educação/UFMT, organizaram-se em Assembléia e decidiram por meio de votação direta, legítima o apoio total à Paralisação realizada pelos alunos dos ICHS, DCE e alguns cursos da UFMT. O apoio consiste em: adesão da paralisação durante um dia (13/04/2010), Moção de Apoio e em caso de uma duração maior da paralisação do ICHS, convocação de outra Assembléia para decidirmos a continuidade ou não da paralisação no curso. Identificamos que o curso de Pedagogia também tem sido afetado negativamente em diversos fatores por consequencia do REUNI. Logo, entendemos que as reivindicações feitas por estudantes de outros cursos são pertinentes ao nosso também. Portanto, elencamos aqui algumas de nossas reivindicações:

 Salas de aula estruturas, amplas e boas condições físicas para os alunos;
 Contratação de professores de dedicação exclusiva;
 Melhorias na infra-estrutura para promover a acessibilidade;
 Término da construção do prédio de salas de aulas do IE, no prazo previsto pela construtora de 7 meses;
 Fiscalização Orçamentária da obra do IE, bem como das obras de acessibilidades que estão sendo implementadas da UFMT;
 Construção da Creche, anseio dos alunos de Pedagogia;
 Ampliação e climatização do RU;
 Construção de Centros de Convivência para os Estudantes;
 Bibliotecas com acervo atualizado e melhor estruturado;
 Oferta de bolsas (permanência, alimentação e moradia) em datas diferenciadas para os alunos novos, oriundos do novo ENEM;
 Paridade em todos os espaços de deliberação.
Por acreditarmos, serem justas as reivindicações dos estudantes, em defesa de uma Universidade Pública e de Qualidade. Além disso, acreditamos, apoiamos e respeitamos às instâncias estudantis de organização, que nós da Pedagogia, encaminhamos esta moção para o DCE, ICHS e Comunidade Acadêmica, num apelo para que a reitora Maria Lúcia Cavalli Neder, atenda as reivindicações dos estudantes.

Atenciosamente, alunos e alunas da Pedagogia.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Recepção dos Calouros de PEDAGOGIA

No dia 08 de março às 9h30min o CAPe em conjunto com o PET-Educação e a Coordenação de curso realizamos a recepção dos calouros de Pedagogia, com um coquetel e em seguida uma realizamos um passeio pelo campus da UFMT, mostrando pontos estratégicos como: RU, CAE, PROCEV, Biblioteca Central e outros.

TURMA DA MANHÃ
clique na foto para visualisar

Recepção dos calouros





quarta-feira, 10 de março de 2010

Para distrair um pouco

video

Ação Global

Atividade que o CAPe participou com os alunos de Pedagogia/UFMT, os discentes realizaram no lucal oficinas de pintura facil, brincadeiras infantis e contação de história.
Ação Global
30 de maio de 2009 - Bairro Pedra 90



Trote Solidário


O Centro Acadêmico de Pedagogia (CAPe) – UFMT tem em sua trajetória um histórico de trote solidário por respeito aos alunos(as) que ingressam na vida universitária. E em 2010 não poderia ser diferente, pensando nisso, organizamos a recepção dos(as) calouros(as) de Pedagogia/2010 pensando em dois aspectos: o primeiro é a recepção dos estudantes nos primeiros dias de aula e o segundo é a solidariedade.
Pensando nisso, firmamos parcerias com a Direção do IE, Coordenação do curso de Pedagogia, PET-Educação e a FÁCIL CONSULTORIA - Empresa Júnior da UFMT, com o intuito de proporcionar aos calouros um ambiente salutar, aconchegante, divertido e solidário. Em conjunto com a Coordenação do curso, optamos por realizar uma “Ação Solidária” no bairro Osmar Cabral, local onde o curso de Pedagogia realizará nos próximos três anos o estágio supervisionado nas seguintes escolas: EMEB Ana Luisa, EMEB Osmar José do Carmo Cabral e EMEB Maximinio. Portanto, buscamos oportunizar aos novos acadêmicos um retorno a sociedade o investimento feito nele durante a graduação e também permite aos veteranos, terem nas escolas onde farão os estágios, espaços para leituras com livros infantis.
Mas, para tanto, precisamos da participação ampla dos novos estudantes de pedagogia na arrecadação dos materiais solicitados, para que tenhamos sucesso e também para que o CAPe venha ganhar o prêmio desde ano. Na “Ação Solidária” o trabalho será desenvolvido por equipes e contaremos com a participação e colaboração de outros cursos como: Economia, Ciências Contábeis e Administração/UFMT.

CRONOGRAMA DE ATIVIDADES NO MÊS DE MARÇO - 2010
RECEPÇÃO DOS CALOUROS

DIA - 08
- Aula inaugural – boas vindas;
- Apresentação da Coordenadora do Curso - Profª Drª Judith Guimarães e da Diretora do IE - Profª Drª Ozerina;
- Apresentação do professor (a) responsável pela turma;
- Palestra com o Profº Drº Darci Secchi.
- Apresentação do CAPe e seus coordenadores;

DIA - 09
(9h30min) Turma do período Matutino - COQUETEL E UM PASSEIO PELA UFMT
(5h30min) Turma do período Vespertino - COQUETEL E UM PASSEIO PELA UFMT
- Início da arrecadação de livros de Literatura Infantil e leite longa vida (ponto de coleta PET-Educação/IE- enfrente a cantina do IE).

DIAS 16 e 17 das 18h ás 21h
- Oficinas:
· Pintura facial (resp. Paula)
· Confecção de brinquedos (resp. Francinalda)
· Contação de história (resp. Anne)
Local: salas do IE
Inscrição sala do PET-Educação

DIA 19
AVALIAÇÃO DO CURSO PELA COORDENAÇÃO

DIA 22
Doação de sangue;

DIA 25
- Termino da arrecadação de livros (literatura infantil) e Leite longa vida - 17h30min

DIA 27 (sábado)
AÇÃO PEDAGÓGICA – Escolas MEB Osmar José do Carmo Cabral. Bairro Osmar Cabral - das 7h30min ás 12h

Francinalda Pereira - Coordenadora CAPe

Programas de Assistência Estudantil

UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO
PRÓ-REITORIA DE CULTURA, EXTENSÃO E VIVÊNCIA
COORDENAÇÃO DE ARTICULAÇÃO COM ESTUDANTES - CARE

· BOLSA PERMANÊNCIA:
Estabelece estratégias e diretrizes que proporcionam, através de atividades remuneradas (20 horas semanais), o desenvolvimento acadêmico, cultural e técnico aos estudantes de baixa renda. A carga horária de contrapartida objetiva qualificar a formação do/a bolsista. Para tanto, o/a estudante deverá ter um professor supervisor, que o acompanhará no desenvolvimento de suas atividades, que podem ser no ensino (monitoria voluntária, estagio curricular obrigatório), na pesquisa (bolsista voluntario), na extensão (projetos de caráter científico, cultural ou esportivo). Para o/as estudantes de primeiro e ultimo semestre o cumprimento dessa carga horária não é obrigatório.Resoluções CONSUNI n.ºs 05, de 04 de maio de 2005 e 11, de 09 de junho de 2005.
AUXÍLIO MORADIA ESTUDANTIL (Casa do/a Estudante - Campus de Cuiabá e Rondonópolis):
Destinado a alunos de baixa renda residentes fora do município-sede da Universidade. As vagas são disponibilizadas à medida em que os moradores formam ou saem da Moradia por alguma outra razão. Resolução CONSUNI n.º 06, de 04 de maio de 2005.

AUXÍLIO ALIMENTAÇÃO:

Destina-se a apoiar a permanência dos estudantes na Universidade através do repasse mensal do valor correspondente ao almoço e ao jantar no Restaurante Universitário. Para os estudantes dos campi da UFMT que não contam com a estrutura de restaurante o valor será igual ao custo gênero da época. Resolução CONSUNI n.º 04, de 18 de abril de 2007.
INSCRIÇÕES: Data: 04 A 19 de março de 2010
Horário:08:00 às 11:00 e 14:00 às 17:00 horas
Local: PROCEV/CARE (Bloco CCBSIII)
Acesso o formulário no site. http://www.ufmt.br/
Para a análise do pedido, é avaliada a situação sócio-econômica, do/a candidato/a e de sua família. Para que não haja prejuízo da solicitação, ou o indeferimento do pedido, deve-se apresentar os documentos abaixo relacionados e, também, responder a todas as perguntas do Formulário de Solicitação que poderá ser acessado na página da UFMT, e deverá ser impresso e entregue na CARE.

DOCUMENTOS NECESSÁRIOS:

a. RG/ CPF (e dos familiares com quem reside)
b. Comprovante de matrícula na UFMT;
c. Histórico escolar da UFMT;
d. Histórico escolar do Ensino Médio;
e. Comprovante de renda e despesas

COMPROVANTES DE RENDA

Comprovante de renda mensal do(a) interessado e de todos os membros da família que contribuem para a renda mensal no domicilio (contracheque, envelope de pagamento ou declaração do empregador, constando cargo e salário atualizado; extrato trimestral de beneficio do INSS, ou recibo bancário atualizado; comprovante de recebimento de pensão alimentícia; carteira de trabalho). Mesmo que seja no mercado informal de trabalho - apresentar declaração do que faz e quanto recebe aproximadamente por mês
Comprovante atual de pensão alimentícia, se os pais ou o candidato receberem ou pagarem pensão (o mais recente);
Declaração de Imposto de Renda de pessoa física (atual) dos (as) mantenedores(as) da família;
Declaração do imposto territorial rural para proprietários(as)de sitio(s) e fazenda (s);
Declaração de imposto de renda de pessoa jurídica (atual) para proprietários(as) de microempresa(as);
Autônomo(a) e outros(as) prestadores(as) de serviço: Declaração Atual com descrição da atividade exercida e a relação de bens;
Taxistas: Declaração do sindicato comprovando a renda mensal e atualizada;
Desempregados (cópia autenticada da carteira de trabalho com página do ultimo registro mais uma página em branco)

COMPROVANTES DE DESPESAS
Moradia - comprovante de pagamento de aluguel ou recibo de financiamento da casa própria;
Educação - comprovante de pagamento de mensalidades escolares;
Saúde – atestado médico ou relatório médico;
Imóvel próprio - Comprovante de pagamento do imposto predial e/ou territorial urbano (não é necessário estar pago);
Comprovante de pagamentos de água condomínio, luz e telefone (não e necessários estarem pagos);

QUANTOS SERÃO OS ‘FORASTEIROS’ DO ENEM?

Prof. Dr. Darci Secchi*

Um dos assuntos mais complexos da atualidade é estabelecer critérios para definir a identidade e o pertencimento de segmentos sociais, políticos, étnicos ou culturais. Ou, dito de outra forma: ser ou não ser continua sendo um tema controverso...
Na literatura e na vida quotidiana, encontramos inúmeras expressões - pares opositivos como ‘nós daqui’ e ‘vocês de fora’ -, que procuram ordenar as relações entre as pessoas. Essas oposições binárias recebem denominações mais ou menos glamorosas, segundo as origens ou interesses dos respectivos autores. Cito, da memória antropológica, termos como os ‘out-siders’ versus os ‘estabelecidos’; ‘the strangers’ versus ‘the natives’; ‘colonizados’ versus ‘colonizadores’ e, em Cuiabá, a peculiar categoria dos ‘paus-rodados’ versus os ‘de chapa e cruz’.
Se pensarmos na diversidade dos estados nacionais, essa oposição torna-se ainda mais fluida, uma vez que cada país estabelece critérios próprios para definir o pertencimento dos cidadãos. No Brasil, por exemplo, é o nascimento que define a nacionalidade. Nasceu aqui, é brasileiro e ponto final! Em diversos países da Europa o critério é o inverso. Prioriza-se o sangue ao invés do local de nascimento: é italiano, alemão, austríaco, etc. quem carrega descendência ou ancestralidade, independente do local onde tenha nascido. Tal decisão assegura-lhes o direito a múltiplos pertencimentos e a múltiplas cidadanias. No hiato dessas lógicas, existem também os povos sem nenhum reconhecimento identitário específico (e, às vezes, até sem cidadania), que foram classificados segundo critérios arbitrários ou impostos, como ‘índios’, ‘ciganos’, ‘negros’ e tantos outros.
Trazendo essa reflexão para o âmbito da UFMT, com o intuito de determinar quantos ‘forasteiros’ foram matriculados neste ano, resta evidente a precariedade política, operacional e conceitual de tal propósito. Quais os critérios que seriam adotados para ‘classificá-los’? Seria o local de seu nascimento? A sua residência atual? O estado de nascimento de um dos pais? O estado emissor do seu RG? O seu endereço postal declarado? O domicílio residencial, comercial, eleitoral ou fiscal comprovado? O estado em que concluiu o ensino básico (útil para aferir a ‘qualidade do ensino’)? O do último ‘cursinho’ que freqüentou? Suas características físicas, nome de família, habilidade no rasqueado (!),ter comido cabeça de pacu com farofa de banana...
Como se vê, num estado com grande movimento migratório, esse modelo de classificação pode acabar numa rua sem saída. Por isso, retomo um argumento anterior que me pareceu bastante pragmático: Todos os estudantes são bem-vindos, sempre que trouxerem consigo o compromisso com a sua formação, com o poder público e com a sociedade que, em meio a tantas dificuldades, financia seus estudos na Universidade Pública.
Aos estudantes que não desejam assumir compromisso algum - sejam eles oriundos de onde forem - não creio que devamos festejá-los nos nossos Cursos. Se quiserem - como propõe a anedota - que se inscrevam em quimioterapia... Isso mesmo: que procurem um centro de oncologia e extirpem de uma vez por todas o câncer da indiferença, essa doença moderna que tanto fragiliza a Universidade e a sociedade. Você que me lê, pergunte-se: o que podemos esperar de um estudante ‘genérico’, predador de vaga, que se abriga na UFMT até passar a chuva, se submete a qualquer Curso e logo desaparece com o seu sumaríssimo “valeu bróde, vou vazá”?
Quando abrimos mão de escolher os nossos estudantes, abrimos mão do essencial! Jogamos fora uma parcela expressiva da nossa autonomia. Hoje nos impõem os estudantes, depois serão os professores, funcionários e, quiçá, (ironicamente) até os gestores que avalizaram tal temeridade.
Nossa missão institucional pode estar em risco e precisa ser resguardada. Comecemos, pois, retomando o direito de selecionar nossos estudantes.

Doutor em Ciências Sociais (Antropologia), professor do Instituto de Educação da UFMT.

ATÉ O ÚLTIMA CHAMADA

*Darci Secchi

Começou nesta semana a segunda etapa de inscrições de estudantes nas Universidades que optaram pelo Sistema de Seleção Unificada – SiSU/ENEM. No início de março haverá uma terceira chamada e, depois, tantas quantas necessárias para integralizar as turmas de cada Curso. Enquanto isso, vamos nos preparar...
Como se sabe, o modelo de seleção utilizado neste ano pela UFMT é similar ao de um pregão de Bolsa em dia de alta volatilidade: os candidatos escolhem um determinado papel - um Curso - e permanecem de olho no home broker (telinha) torcendo para que ninguém o derrube. Quando percebem algum risco na sua ‘linha de corte’, se desfazem do Curso escolhido (realizam o prejuízo) e passam a procurar outro que lhes seja mais compatível com os recursos (notas) disponíveis. Como o mercado é instável e os prazos exíguos, quem vacila, dança... Em resumo, aquele sonho acalentado desde a infância, a paixão por uma determinada profissão, o prazer de enfrentar desafios com dados objetivos, desaparecem, subitamente, engolidos na virtualidade impessoal de um cassino oficial chamado SiSU.
É bem verdade que esse viés, em parte, também ocorria nos modelos classificatórios anteriores, porém, agora, elevou-se ao extremo. Sua meta é ocupar todas as vagas de todos os cursos em todas as Universidades, seguindo a ordem de classificação linear e universal, sem qualquer preocupação com as especificidades dos Cursos, com as necessidades regionais, com os interesses individuais e sociais, enfim, com tudo o que se propõe a uma Universidade Pública e Autônoma.
Seria essa a nova maneira de fazer ‘educação com qualidade’? Duvido, ou melhor, acho um horror! Mas há quem a apóie e considere correta. Paciência! Aos que estão confusos ou indecisos acerca desse processo, resta o conforto de saber que, por falta de rumo, poderia ser ainda pior. Algo como a classificação por ordem alfabética, por exemplo. Os nomes começados com a letra A fariam Administração; os B Biologia os C Contabilidade; os D Direitos; os E Economia, Enfermagem, Engenharia e assim por diante. E os candidatos com nomes iniciados com as letras X e Y? Ah, sei lá... aguardariam até a última chamada ou passariam direto para Zootecnia (onde houver)...
Amigos, não é abdicando das responsabilidades que se consolida o futuro de uma Universidade, Estado ou País. A UFMT não pode fraquejar com a sua missão institucional, perseguida ao longo de 40 anos de história e tão bem expressa no seu site oficial (Visitem-no e vejam que interessante!).
Iguais sentimentos devem ter os Institutos e Faculdades, para escaparem à redução e ao acanhamento. Que tal retomar os projetos estratégicos, as parcerias, alianças, cooperações, convênios, enfim, todas as formas de articulação com o poder público, com os Conselhos, Associações e outras forças vivas da sociedade?
E os nossos Cursos? Terão se tornado meros alfobres com três ou quatro dúzias de estudantes classificados por malhas ou peneiras? Não é preciso ser nenhum Comênius para antever o quanto de ‘fadiga adicional’ exigirá de todos – professores e estudantes – para obtermos resultados satisfatórios.
O que fazer? A aguardar a última chamada? Não. Enquanto os números pululam e se desdizem vamos preparar uma bela recepção aos novos estudantes. No Instituto de Educação creio que será animada e calorosa! Não importa os caminhos e as agruras a que nossos estudantes se submeteram. Eles são a razão da nossa luta. Por isso, serão, sempre, MUITO BEM-VINDOS!

*Doutor em Ciências Sociais (Antropologia) professor do Instituto de Educação/UFMT.
UFMT: A UNIVERSIDADE ‘SANGUE BOM’!
Prof. Dr. Darci Secchi*

Um dos desafios da minha profissão é o combate diuturno ao preconceito, à xenofobia e a tantas outras atitudes discriminatórias, mas não posso negar que ando meio grogue com a sova que levamos no ENEM. Por isso, busco ânimo para argumentar para além do bairrismo ou do derrotismo.
É bem verdade que, nos primeiros dias daquele carnaval maluco chamado SiSU, senti orgulho ao ver a UFMT estrelando na passarela como ‘a mais procurada’, como a ‘nova musa’ dentre todas as federais e coisas tais. Que bom se assim fosse, ou melhor, quem dera, seja!...
Não pretendo agora fustigar os que evocavam prognósticos favoráveis ao modelo de ingresso adotado neste ano pela UFMT e algumas outras (100% ENEM), porém os dados preliminares das matrículas confirmam uma evidência: os sobreviventes mato-grossenses são raros. Viraram notícia na mídia e nos bares: “Você viu o Bob, aquele amigo do Marley? Pois é, passou em Pedagogia. O cara é fera mesmo” – ou algo assim.
Para os que apostavam nos benefícios sociais e educacionais das mudanças (?), creio que não resta dúvida de que cometeram um grande erro, senão uma insensatez. Numa canetada transformaram a UFMT em doadora universal de vagas. Num passe de mágica nos tornaram uma Universidade “Sangue Bom”, a mais procurada da praça! Num drible desconcertante eliminaram a diversidade histórica, o convívio dos estudantes mato-grossenses com os demais brasileiros e instituíram uma tipologia única: o aluno tipo “AB” – receptor universal das nossas vagas. (Nos ouvidos ainda ecoa um antigo jargão: “Venha ocupar Mato Grosso! Aqui você encontra ouro, diamante, madeira, terras férteis e uma Universidade Federal só para você”. De fato, com esse samba-enredo e essa bandeira é fácil empolgar a passarela...
Feita a caca, e cientes de que não somos nem malucos nem otários – como sugeriu um professor de outra Universidade – creio que devemos refletir com serenidade sobre a melhor forma de equacionar o ingresso dos estudantes nas Universidades. Uma Universidade Pública que pretenda contribuir com o desenvolvimento regional jamais adotará um modelo de acesso centrado apenas na meritocracia (que prioriza o merecimento, o desempenho individual dos candidatos em detrimento dos interesses estratégicos do poder público e da sociedade em geral). O culto ao indivíduo - uma das âncoras do liberalismo desenfreado – não pode ofuscar os interesses coletivos, nem tampouco desencorajar a planificação por parte do Estado. Se é legítimo que os indivíduos ocupem os espaços alcançados por merecimento, também o é que o poder público e a sociedade viabilizem os seus projetos prioritários. Da maneira que está, a sociedade mato-grossense é triplamente onerada: primeiro, destinando as vagas da UFMT aos estudantes de fora que, uma vez formados, dirão ‘muito obrigado e tchauzinho’; segundo, custeando a formação dos seus jovens nas instituições particulares e, terceiro, tendo que importar profissionais de fora, implorando que aceitem trabalhar em Mato Grosso mediante régios pagamentos.
Numa Universidade em que todos se dedicam à formação de estudantes comprometidos e apaixonados pela profissão, não é aceitável que se repita e se legitime um processo seletivo baseado no mero acaso. Que ‘melhoria de qualidade’ poderá oferecer à UFMT e à sociedade uma turma de alunos (forasteiros ou não) vocacionados para serem médicos, mas que lhes restou o curso de Direito, ou de engenheiros, que acabaram nos cursos de Filosofia, Artes ou Nutrição?
Esse assunto é sério demais para ser postergado até o próximo ano, no aguardo de novas amostragens. Certamente elas serão piores. O Brasil inteiro lembrará da UFMT “Sangue Bom”, doadora universal, escancarada e permissiva.
É preciso que a comunidade universitária – estudantes, sindicatos, reitoria, Consepe etc. - ponha à mão a consciência e revejam esse modelo. É preciso que o interesse público prevaleça!

Doutor em Ciências Sociais (Antropologia), professor do Instituto de Educação da UFMT.